segunda-feira, 11 de julho de 2016

PARA ELA



Sinta se aquecida por esta poesia, pela esperança e alegria que ela proporciona, que esse amor seja pleno de luz, compreensão e magnitude. Sinta essa leveza! Apesar das palavras não serem minhas, sinta-as como se fossem. Que cada frase aja na sua alma como espada cortante, como abrigo infinito, como morada simples, como dias de céu azul e calmo. Que toda palavra evocada renove o espírito e traga discernimento e paz. Eu não escrevi “She” mas deveria tê-la escrita imediatamente ao conhecê-la, ao sentir o seu cheiro, o seu sabor, ao navegar nessa Nau perdida e desgovernada em mar aberto e sem leme; tal como os verdadeiros marinheiros dessa viagem se encontram. É o amor, inóspito às vezes, incompreendido pelo raso conhecimento, mas pujante e arrebatador como onda sobre as pedras. Amo você!

terça-feira, 31 de maio de 2016

FÖRLORADE CHANS

Naquele fatídico domingo você perdeu a grande chance de ler a minha alma, solidarizar-se com meus medos e angústias. Perdeu a chance de conhecer de perto meus sonhos e esperanças, o porquê de tantas contradições e instabilidades. Perdeu a oportunidade de ter-me à sua mão, na mais absoluta vulnerabilidade; de viajar nos meus pensamentos, mergulhar nas minhas tristezas e descobrir-me um ser humano!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O REI INGRATO DE PLUTARCO



Muito bacana viver livre - ou viver pensando que se é - trabalhar no litoral, ou acampar nas chapadas do mundo, nas montanhas ou no Vidigal. Estudar a natureza, contemplá-la bebendo vinho sob o luar ao redor da fogueira. Muito bom, muito bom mesmo ser amigo de todos e encontrar guarida até no Nepal. É cool ter uma mulher e no outro dia ela se mandar com outra. É bacana fazer amor a qualquer hora, com qualquer um, em qualquer lugar; tudo em nome do livre "amor" - mesmo um amor egoísta, hedonista ou qualquer tipo de amor, que não seja amor na sua essência -. É “in" amar as árvores, fazer amor com elas, transcender entre o real e as viagens alucinógenas. É um barato ser querido(a) pois não temos opositores, nem doutores que nos questionam, que nos confrontam; mas se os tivermos, simplesmente os rotulamos de retrógrados, de reacionários...otários e fica tudo certo, fica tudo bem. Sim, eu aceito essa pecha! Aceito o rótulo, sou um convicto ultrapassado, insensível, que se submete à uma guerra interior para não ser presa fácil das convicções alheias, das ondas, modas, modismos e idiotismos. O instinto materno talvez seja a única explicação pela predileção por bandidos, por transgressores, por amores vãos. Não tenho mais nada a lhe ofertar, não há mais nada a dizer, a não ser que talvez, apesar de sermos tão opostos, diferentes e distantes, esperemos pela mesma plenitude!

domingo, 27 de março de 2016

A DÚVIDA E O AMAR



Não sei o meu valor, não sei...
Não sei se tenho algo que lhe interessa
Mas essa inquietude e essa pressa...ah sim, isso é tudo o que me resta
Não sou aparentemente um bom rapaz, não me considero o tal, mas essa suposta sobriedade, esse tantinho de amor e essa avassaladora paixão, não depõe contra, não me impede ou me condena a ser eternamente um solitário, nem um otário, ao seu lado eu nunca me sentiria assim! Mesmo assim, sem ser amado como gostaria, talvez até como devia, não me espanto, no entanto, apesar dessa vida dúbia, de saudade e repulsa, esperando que algo mude, seguirei convicto de que em alguma noite não terminaremos assim, apenas com um singelo abraço, uma música e um beijo frio como recompensa.