sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ESTAR É...



O amor não está no ar...nem o meu
Não tente sugá-lo, é preciso querê-lo, desejá-lo
Lero-lero não resolve, faz de conta não conta
Animosidades e elogios frios não convencem mais...
Mente se você diz que eu não tentei
Não quero mais que digam que sou um derrotado
Por ser assim, por não me sentir amado...
Hoje estou longe, bem longe e sempre do seu lado
Fujo, viajo, vago, mas você insiste em ficar
Me dá adeus e de repente me acorda no meio da noite
Aceito seu furor, mas o que quero é o seu amor, sem pudor...
Perdoa meu desabafo, mas não quero mais ser o seu capacho!
Quero entendê-la e ser feliz, assim!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

PARA ELA



Sinta se aquecida por esta poesia, pela esperança e alegria que ela proporciona, que esse amor seja pleno de luz, compreensão e magnitude. Sinta essa leveza! Apesar das palavras não serem minhas, sinta-as como se fossem. Que cada frase aja na sua alma como espada cortante, como abrigo infinito, como morada simples, como dias de céu azul e calmo. Que toda palavra evocada renove o espírito e traga discernimento e paz. Eu não escrevi “She” mas deveria tê-la escrita imediatamente ao conhecê-la, ao sentir o seu cheiro, o seu sabor, ao navegar nessa Nau perdida e desgovernada em mar aberto e sem leme; tal como os verdadeiros marinheiros dessa viagem se encontram. É o amor, inóspito às vezes, incompreendido pelo raso conhecimento, mas pujante e arrebatador como onda sobre as pedras. Amo você!

terça-feira, 31 de maio de 2016

FÖRLORADE CHANS

Naquele fatídico domingo você perdeu a grande chance de ler a minha alma, solidarizar-se com meus medos e angústias. Perdeu a chance de conhecer de perto meus sonhos e esperanças, o porquê de tantas contradições e instabilidades. Perdeu a oportunidade de ter-me à sua mão, na mais absoluta vulnerabilidade; de viajar nos meus pensamentos, mergulhar nas minhas tristezas e descobrir-me um ser humano!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O REI INGRATO DE PLUTARCO



Muito bacana viver livre - ou viver pensando que se é - trabalhar no litoral, ou acampar nas chapadas do mundo, nas montanhas ou no Vidigal. Estudar a natureza, contemplá-la bebendo vinho sob o luar ao redor da fogueira. Muito bom, muito bom mesmo ser amigo de todos e encontrar guarida até no Nepal. É cool ter uma mulher e no outro dia ela se mandar com outra. É bacana fazer amor a qualquer hora, com qualquer um, em qualquer lugar; tudo em nome do livre "amor" - mesmo um amor egoísta, hedonista ou qualquer tipo de amor, que não seja amor na sua essência -. É “in" amar as árvores, fazer amor com elas, transcender entre o real e as viagens alucinógenas. É um barato ser querido(a) pois não temos opositores, nem doutores que nos questionam, que nos confrontam; mas se os tivermos, simplesmente os rotulamos de retrógrados, de reacionários...otários e fica tudo certo, fica tudo bem. Sim, eu aceito essa pecha! Aceito o rótulo, sou um convicto ultrapassado, insensível, que se submete à uma guerra interior para não ser presa fácil das convicções alheias, das ondas, modas, modismos e idiotismos. O instinto materno talvez seja a única explicação pela predileção por bandidos, por transgressores, por amores vãos. Não tenho mais nada a lhe ofertar, não há mais nada a dizer, a não ser que talvez, apesar de sermos tão opostos, diferentes e distantes, esperemos pela mesma plenitude!